Mesmo após reforço na segurança, comerciantes de Potim sofrem com assaltos

As câmeras de segurança já se tornaram essenciais para qualquer comércio. São elas que normalmente servem para inibir a ação de criminosos. Mas em Potim, os bandidos nem parecem se importar com esses equipamentos. Em um mercado da cidade, todos os ângulos estão na mira do olho eletrônico. 8 câmeras de segurança fazem o monitoramento do local. Mesmo assim o comércio já foi assaltado 3 vezes. A última ação dos bandidos aconteceu em fevereiro, quando foram roubados 2.500 reais. “A gente se sente constrangido. Fica inseguro, sem saber o que vai acontecer com a gente, com os funcionários, com os clientes, porque é constante”, disse o comerciante Carlos Magno. A frequência de assaltos tirou a tranquilidade dos comerciantes de Potim. Nesse outro mercado as 6 câmeras de segurança também não conseguiram intimidar os criminosos. Na semana passada os donos do estabelecimento, um casal, acabaram sendo assaltados na porta da casa onde moram, há 10 metros do comércio. Na ação dos bandidos, o marido levou dois tiros e permanece hospitalizado. A mulher dele não se feriu e os suspeitos não levaram nada, mas deixaram para trás o sentimento de medo. Na tentativa de evitar que a situação se repita, a família decidiu reforçar a proteção. “Contratar um segurança. A gente vai ter que fazer algo para se proteger, porque não se tem segurança pública”, reclamou Valdirene Siqueira. Os comerciantes cobram mais policiamento na cidade. “A gente não sabe que horas eles vão vir, o que vai acontecer com a gente. Então a gente precisava de mais policiamento na rua”, pediu Carlos Magno. “Aqui todos os comércios são assaltados, praticamente toda semana. Nós não temos segurança, nem na nossa casa”, reclamou Valdirene. A polícia militar informou que é feito um planejamento de reforço nos trabalhos, de acordo com as estatísticas do município. Mas segundo a PM, no primeiro trimestre do ano, Potim registrou queda nos índices de violência em relação ao mesmo período do ano passado. A explicação segundo o tenente Carlos Lescura seria a falta de registro de boletim de ocorrência. “É importante o cidadão que teve qualquer tipo de delito que ocorreu, tanto seja furto, roubo, seja registrado na Polícia Militar e também na delegacia para que a gente possa ter subsídio para poder planejar o policiamento na cidade. A gente vai intensificar o policiamento com o apoio de Aparecida e também das forças táticas de Lorena, procurando atender essas solicitações. A Polícia Civil informou que o suspeito de ter atirado no comerciante, foi preso nesta terça (28). Ele está na cadeia de Guaratinguetá. Segundo dados da Polícia Militar e Civil, o número de roubos registrados caiu 7,2% no primeiro trimestre desse ano em comparação com o ano passado. Já o número de furtos teve uma queda de 45%. A Polícia Civil informou ainda que fará um mapeamento das ocorrências para depois realizar operações para solucionar os outros casos.

(Portal VNews/SP – 29.04)