Insegurança no Centro
Prefeitura e Governo do Estado festejaram, há
pelo menos dois anos, a instalação de um sistema
de vigilância eletrônica em pontos considerados estratégicos
do Centro da Capital. A medida significou um enorme avanço
na área da Segurança Pública, além
de revelar o acerto na parceria, no contexto do Poder Público.
Afinal, é com o trabalho conjunto que se encontram as soluções,
por menores que sejam, para problemas de caráter social
– como a criminalidade. O acerto da medida, por sinal, já
foi atestado, considerando que as estatísticas divulgadas
dias após a instalação de câmeras de
vigilância apontaram para uma significativa redução
no índice das irregularidades. A eficácia do sistema
levou, por sinal, o setor comercial – o mais beneficiado
diretamente pela providência – não apenas a
elogiar a decisão, mas a solicitar a instalação
de novas câmeras, em locais onde os assaltos são
freqüentes. Parece que medidas que dão certo não
merecem ser ampliadas. Elas tendem a cair no esquecimento, embora
as soluções apresentadas sejam meramente paliativas.
Reportagem especial deste Diário, no domingo (3), por exemplo,
revela um dado desanimador: apenas quatro das nove câmeras
de vigilância eletrônica instaladas na área
central de Cuiabá continuam funcionando. Ao que consta,
a desativação das outras cinco aconteceu há
oito meses, em função do rompimento do contrato
com a empresa de manutenção, e da não troca
de peças. Como se isso não refletisse diretamente
na questão da segurança dos cidadãos, também
findou o prazo - de 120 dias – estabelecido entre as partes
contratantes para a instalação de 51 novas câmeras
nos centros comerciais de Cuiabá e Várzea Grande
e em bairros da periferia das duas cidades. Em tempo: o serviço
sequer teve início. Como o jornal revelou, a falha nesse
sistema se verifica diante de vários assaltos praticados
contra lojas e/ou pessoas, na área central da cidade, nas
últimas semanas. A data final de conclusão das obras
e entrada em funcionamento dos equipamentos seria 30 abril, mas
não há nenhum sinal de que a instalação
dos aparelhos tenha ocorrido. Câmaras antigas foram instaladas
na área central, enquanto outras deveriam funcionar em
pontos estratégicos, como as Avenidas Coronel Escolástico
e Fernando Correa, Praça 8 de Abril e praças e áreas
comerciais de bairros como Pedra 90, Morada da Serra, Parque Cuiabá
e Tijucal. De concreto mesmo, conforme a reportagem deixou claro,
só há discussão entre a Secretaria Segurança
Pública, Prefeitura e representantes dos lojistas. Enquanto
os poderes se perdem em meio a conversas que não remetem
a lugar nenhum, os índices de assalto crescem na área
central de Cuiabá, assim como na periferia. O prefeito
Wilson Santos, de acordo com as informações, prometeu
investir na aquisição de novas câmeras. Governo
e Prefeitura, lamentavelmente, ficam apenas nas meras promessas.
A Segurança Pública não parece ser prioridade.
“É lamentável que apenas quatro das nove câmeras
de vigilância instaladas no centro funcionem”.
(Jornal Diário de Cuibá/MT
– 05.05)