1) O que é a ABESE?
R. A ABESE (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança) é uma entidade representativa das empresas de sistemas eletrônicos de segurança de âmbito nacional, sem fins lucrativos e tem como finalidade orientar, promover, apoiar e divulgar as atividades de seus associados, representando-os publicamente, defendendo seus direitos e interesses.
Fundada em 1995 por um grupo de empresários brasileiros, a ABESE surgiu pela necessidade cada vez maior das empresas se organizarem dentro do segmento. Na entidade, os empresários do setor encontram iniciativas que promovem a capacitação profissional, a valorização da qualidade e a regulamentação oficial do segmento.
2) Quantas empresas integram este setor? Indústrias? Comércio? Serviços?
R. No Brasil, existem mais de oito mil empresas atuando no segmento de sistemas eletrônicos de segurança, que englobam: sistemas de alarmes, circuitos fechados de TV, controle de acesso, portas e portões automáticos, proteção perimetral, equipamentos de combate a incêndio, detecção de metais e explosivos, portas giratórias e eclusas, dispositivos de identificação por biometria, rastreamento de veículos e seres vivos. Deste total, 49% são revendedores e instaladores, 30% monitoradores e integradores, 12% distribuidores e 9% fabricantes.
3) Quem são os principais consumidores? Pessoas físicas ou jurídicas?
R. O mercado é pulverizado, mas a ABESE identifica que há uma divisão, ou seja, 50% dos consumidores são formados por comércio em geral e outros 50%, são residências e condomínios. No total, a entidade estima que há cerca de 450 mil imóveis monitorados por sistemas eletrônicos de segurança no País – algo em torno de 7% do mercado potencial.
4) Neste setor, quantas pessoas estão empregadas diretamente e indiretamente?
R. São cerca de 100 mil empregos diretos e mais de 1 milhão indiretos.
5) Qual é a principal diferença entre a segurança eletrônica e a de vigilância?
R. A segurança eletrônica atua no setor de equipamentos eletrônicos de segurança e agrega as empresas fabricantes e que prestam serviço de monitoramento e manutenção, além de outras atividades, exclusivamente ligadas aos sistemas eletrônicos de segurança.
O Projeto de Lei 1759/2007 que regulamentará as empresas de sistemas eletrônicos de segurança posicionará legalmente a segurança eletrônica como atividade complementar à atuação das forças de segurança públicas e privadas. Define o texto do PL 1759 que a instalação de equipamentos, como alarmes monitorados, câmeras de vigilância, sistemas de controle de acesso, de detecção de incêndio e outros, são de atividade exclusiva de empresas do segmento. Do mesmo modo, as atividades complementares de manutenção, assistência técnica, monitoramento e inspeção técnica de sinais de equipamentos eletrônicos e rastreamento de pessoas e bens móveis.
As empresas que atuam na área de vigilância, em geral, são especializadas em segurança/vigilância, física e patrimonial.
6) Quais as cinco principais ações da Abese para proteger ou desenvolver o setor?
R. Profissionalizar as equipes das empresas e as atividades do setor está entre as principais bandeiras da ABESE. Por isso, a entidade criou o Centro de Capacitação Profissional ABESE, um verdadeiro centro de referência em segurança eletrônica, que promove regularmente cursos e simpósios para profissionais do setor em todo o País. Outra ação importante para estimular a profissionalização do setor é a valorização das empresas que oferecem produtos e serviços padronizados e de qualidade. Nesse sentido, a ação mais importante é a criação do Selo Amarelo de Qualidade ABESE, que valoriza as empresas associadas que atendem aos padrões auditados pela Fundação Vanzolini, da Universidade de São Paulo. Além disso, outro tema de grande importância para entidade é a regulamentação do setor.Tramita na câmara o Projeto de Lei 1759/07 que regulamentará as empresas de segurança eletrônica. O Projeto, que já foi aprovado na Comissão de Segurança Pública e Privada, quando for aprovado, trará uma outra realidade e o mercado terá taxas maiores de crescimento. Vale destacar a pesquisa da Universidade de São Paulo, apresentada pelo Professor Ronaldo Pena (USP) durante o Congresso Internacional de Segurança Eletrônica, que ocorreu paralelamente à Exposec 2008, e que apontou que o setor de segurança eletrônica deixa de ganhar até 30% com a falta de legislação específica.
7) A entidade possui alguma ação de desenvolvimento empresarial para os seus associados, na linha de gestão de empresas?
Sim. O Centro de Capacitação Profissional ABESE desenvolve cursos com essa finalidade. Para 2008, serão abordadas questões jurídicas sobre o setor com o intuito de oferecer informações e a real responsabilidade da empresa e suas obrigações com o consumidor final.
8) Existem normas obrigatórias ou optativas para os produtos e serviços? Quais são?
A ausência de regulamentações específicas para a segurança eletrônica é uma das grandes barreiras ao desenvolvimento do setor. Por conta disso, a ABESE está promovendo discussões para criar normas técnicas para diversos segmentos. Além disso, a ABESE desenvolveu o Projeto de Lei 1759/07 que tramita na Câmara dos Deputados e regulamentará as empresas de segurança eletrônica.
9) O mercado informal existe concorrendo com o mercado formal? Tem idéia de percentual de um e de outro?
R. A ABESE representa as empresas legalmente instaladas e compromissadas com a qualidade dos seus produtos e serviços. O mercado informal existe e deve ser combatido pelas autoridades legais, mas não é mensurado pela entidade.
10) Existe uma concentração das empresas fornecedoras dentro do território nacional em cada uma das subdivisões da pergunta um?
R. Há empresas fornecedoras de sistemas eletrônicos de segurança espalhadas por todo o País. No entanto, como se tratam de produtos e serviços voltados para localidades densamente ocupadas, o mercado é mais concentrado nos grandes centros, como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Distrito Federal e Rio de Janeiro.
11) Quanto movimenta este mercado?
R. Nos últimos nove anos, esse mercado vem crescendo com taxas médias de 13% anualmente. Em 2007, o setor movimentou cerca de US$ 1,2 bilhão, com um crescimento de 15% em comparação ao ano anterior.