Recursos de R$ 1,1 bilhão da União atraem prefeitos

De olho nos recursos federais ­ que ameaçam escassear neste ano ­ quatro dos nove municípios da Baixada Santista já estão com projetos definidos para o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci): Santos, São Vicente, Itanhaém e Mongaguá. A iniciativa, do Ministério da Justiça, está disponibilizando R$ 1,1 bilhão para financiar políticas de segurança com ações sociais. A disputa pelos recursos deverá ser acirrada, já que o Governo Federal não descarta a possibilidade de contingenciar 50% do montante destinado ao programa. Tentando levar vantagem nesta corrida, o prefeito de Itanhaém, João Carlos Forssell (PSDB), foi a Brasília na última terça-feira para cuidar do cadastramento de seu projeto no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv). Orçada em R$ 1,5 milhão, a proposta prevê a compra e instalação de câmeras de monitoramento pela Cidade. Secretário de Trânsito, Segurança e Transporte de Itanhaém, Theodorico de Almeida Coutinho afirma que, se aprovado o projeto, os primeiros pontos a receberem o equipamento serão a Avenida Rui Barbosa, a estação rodoviária e a Prefeitura, além dos bairros Jardim Suarão, Cibratel e Gaivota. Coutinho vê seu município em desvantagem em relação aos vizinhos, como Praia Grande. "Como eles já contam com as câmeras, a tendência é que os marginais sejam empurrados para cá. Queremos evitar isso", explica. Projeto semelhante, no mesmo valor, será apresentado também pela Prefeitura de Mongaguá, que pretende instalar câmeras na orla, em áreas comerciais e próximo ao Centro de Progressão Penitenciária Rubens Aleixo Sendin. De acordo com o diretor de Segurança do Município, Eduardo Lourenço Neto, o pacote preparado pela Prefeitura totaliza sete projetos, que tratam também de compra de viaturas e cursos de capacitação. APROXIMAÇÃO: Em Santos, a Prefeitura tam- bém já solicitou a inclusão do Município no Pronasci. O secretário de Segurança, Renato Perrenoud, diz que a intenção é adquirir mais câmeras para reforçar o monitoramento, investir na capacitação da Guarda Municipal (GM) e em oficinas comunitárias. "São ações conjuntas com as sociedades de bairros, que visam aproximar a corporação da comunidade", resumiu.

(Jornal A Tribuna/SP – 09.04)