Itens de segurança vão hoje muito além da cerca elétrica

Confira na página da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos (Abese) as empresas credenciadas para exercer a função de segurança doméstica.

Para proteger suas residências, uma saída adotada há bastante tempo em Belo Horizonte e outras capitais é o investimento em sistemas de segurança, que vão da popular cerca elétrica às mais avançadas câmeras de monitoramento. Para se ter uma noção do crescimento do setor, a Associação Brasileiradas Empresas de Sistemas Eletrônicos (Abese) divulgou que o mercado de segurança eletrônica cresceu 13% em2008 e já abrange 4 milhões de imóveis no país. Para o consultor em segurança patrimonial privada Emir Pinho, não existem soluções prontas na área de segurança patrimonial. “Cada situação requer projetos adequados às necessidades e vulnerabilidades da residência”, diz. Ele afirma que, atualmente,a tecnologia da segurança é capaz de proporcionar tranqüilidade 24 horas para as pessoas através de alarmes monitorados com pronta-resposta, circuitos fechados de televisão, controles de acesso,vigilância e portaria. “O alarme ainda é o sistema mais popularizado, enquanto os serviços de portaria e vigilância estão cada vez menos em destaque devido ao alto custo que têm”, comenta o consultor.

Proteção máxima.

A jornalista Kenia Chieppe possui, na casaemquemoradesde1996, na região Oeste de Belo Horizonte diferentes sistemas de segurança residencial. “Dois anos depois que nos mudamos, resolvemos instalar cercas elétricas”, conta. Com a ampliação da casa, em2002, ela percebeu a necessidade de expandir, também, as medidas de segurança de sua residência.“ Além de ter o cuidado de construir muros bem altos, também instalamos vídeo porteiro, que é um interfone com vídeo acoplado e sensores de presença com alarme”, conta Kenia, lembrando que esse último sistema é monitorado por uma empresa especializada em segurança eletrônica. Para complementar a segurança de sua casa, Kenia conta que pretende, em breve, comprar um cão de guarda, desde que ele tenha características amigáveis e confiáveis. “Além de ser uma companhia agradável, os cachorros são alarmes que nunca falham”, comenta. Ela afirma que tem conhecimento que a presença de um cão limitaria a área de atuação de um dos sensores de presença de sua casa, mas não vê isso como um problema. Mesmo com todos os sistemas de segurança que mantém em sua residência, a jornalista conta que não se sente totalmente segura. “Tudo que faço é para tentar dificultar a entrada de possíveis invasores mas, na verdade,não existe nada que os impeça completamente”, diz.

Como optar pelo sistema adequado

Sistema de alarmes com ou sem fio? Câmeras ou cerca elétrica? Controles de acesso ou videoporteiro? Dúvidas são comuns na hora de escolher o sistema de segurança adequado para

cada residência e, para um projeto eficaz, o consultor em segurança patrimonial privada Emir Pinho afirma ser essencial ter bom senso e respeito à usabilidade do morador da residência. Luciana Ulhoa, gerente de marketing de uma empresa de segurança eletrônica da capital, aconselha que, antes de tudo, o interessado procure uma empresa idônea e regulamentada junto aos órgãos competentes para planejar e instalar o sistema de segurança de sua residência. Para Luciana, o sistema mais eficaz para determinada casa ou apartamento depende de vários aspectos do local. “Cada patrimônio necessita de um tipo diferente e, atualmente, o sistema de segurança eletrônica monitorada é considerado um dos mais eficazes, além de ter excelente custo-beneficio”, diz. Segundo ela, os mais usados são sensores de presença ativos e passivos, cercas elétricas, sensores magnéticos (ideal para o uso em portas e portões) e circuitos fechados de TV. Sobre esse último, a gerente afirma que é muito moderno e, inclusive, pode permitir que o cliente tenha acesso a imagens de sua residência pela internet ou celular, de qualquer lugar do mundo. Outro sistema muito utilizado é o botão de pânico. “Trata-se de um dispositivo que pode ser acionado em casos de emergência, enviando mensagens à central de monitoramento”, explica Luciana. Valores Investimento. Segundo Luciana Ulhoa, o valor médio atual de um kit básico de alarme para uso residencial gira em torno de R$ 980. O custo mensal dos serviços de monitoramento 24 horas é de, em média, R$169. Para um sistema de câmeras, o valor médio do kit básico é de cerca de R$ 2.800.

(Jornal O Tempo – MG – 19.07)