Facilidade no pagamento chega às empresas de segurança eletrônica

As empresas do setor de segurança eletrônica que atuam em Bauru descobriram uma forma de driblar o mercado informal na briga por novos clientes. Com maior estrutura, as empresas que atuam no mercado formal investem na facilidade de pagamento para atrair novos clientes. Se os informais conseguem na maioria das vezes oferecer preço final menor, seja no valor da mão-de-obra ou por utilizarem aparelhagem de qualidade inferior, os empresários do setor contra-atacam com o parcelamento do serviço em até seis vezes. Bruna Antunes Nicolini, que ao lado do marido administra uma empresa que instala sistemas de segurança eletrônica na cidade, garante que a alternativa tem atingido resultado satisfatório. “A pessoa tem a alternativa de dividir o serviço em até seis pagamentos, seja no cartão de crédito ou com cheque pré-datado”, explica Nicolini. Em geral, no mercado informal não é possível oferecer essa facilidade porque não há como manter um estoque de aparelhos regular, e a compra é feita de de acordo com a necessidade. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese) mostram que 49% das empresas formais existentes no Brasil são instaladores e revendedores de sistemas de segurança. A maior parte de quem trabalha no mercado compra apenas para atender aos pedidos. Em geral, as empresas que não têm material em estoque conseguem repassar aos seus clientes o parcelamento que recebem das empresas de onde também são clientes.

Alugue sua vigilância

Ter um sistema de segurança eletrônico no imóvel em sistema de comodato. A modalidade ainda não é muito conhecida na cidade, mas em grandes centros ganha cada vez mais espaço. Bruna Antunes Nicolini, que atua no mercado de segurança eletrônica na cidade, conta que as pessoas ainda não têm conhecimento dessa possibilidade. “Em média a pessoa paga R$ 50,00 mensais, tudo depende do que for instalado no imóvel e o pacote inclui, além do aparato eletrônico de segurança, monitoramento 24horas e até a visita periódica ao local, caso o proprietário do imóvel viaje, para limpeza do terreno e recolher as correspondências”, explica Nicolini. O contrato é de 12 meses e, ao final, a aparelhagem instalada passa a ser de propriedade do dono do imóvel.

(Jornal da Cidade de Bauru / SP)