Câmeras reduzem 70% das ocorrências

Monitoramento na CapitalCom uma mochila nas costas, um adolescente sentado em um banco da Praça da Alfândega, no Centro da Capital, permanece por uma hora. Dois homens se aproximam, olham ao redor, entregam algo para o rapaz, que passa um objeto. A cena se repete várias vezes ao dia, por uma semana. Ele recebia droga de um fornecedor e repassava para usuários. A prisão foi em flagrante. Esta é uma das mais de 2 mil ocorrências que a Polícia Militar flagra com a ajuda das 53 câmeras de monitoramento instaladas no Centro da cidade. Desde 2002 o número de crimes diminuiu cerca de 75%. As lentes da segurança evitam assaltos e agressões, além de flagrar pontos de venda de drogas, arrombamentos e prostituição. Uma das últimas filmagens resultou na prisão de Alex Sandro Dias Braga, 33 anos, que agredia a companheira de 26 anos, na quarta-feira, na Rua João Pinto. Por causa das câmeras, evitamos que algo pior acontecesse com aquela mulher. Além dela, outras pessoas são protegidas diariamente e nem sabem. São monitoradas todas as ações, em mais de 30 ruas do Centro. Quando existe alguma coisa suspeita, passamos a informação em tempo real para uma viatura, que faz a abordagem quando necessário – garantiu o comandante do 4º Batalhão da PM, tenente-coronel Newton Ramlow.Lentes fixadas em cada ângulo por 10 segundos. São 24 horas monitorando os passos de aproximadamente 200 mil pessoas que circulam na região central. Quando o tráfico de drogas é flagrado, o usuário é abordado logo após a compra. Quando se trata de um traficante, o monitoramento é realizado por mais dias, até descobrir o fornecedor, para depois realizar o flagrante. As lentes estão programadas de maneira automática e ficam por 10 segundos em cada ângulo. Além disso, as imagens são arquivadas por mais de duas semanas. Em cinco anos, a soldado Schirley Nascimento trabalhou na madrugada. O flagrante que mais chamou a atenção da policial foi de um adolescente que, durante 20 dias, assaltava um prédio comercial na madrugada. Em uma semana de monitoramento, foi descoberto. – Ele subia até o terceiro andar e conseguia entrar. Quando encontramos por onde ele entrava e flagramos na filmagem, cercamos o prédio e o pegamos – lembrou.

(Jornal Diário Catarinense/SC – 01.06)