Veotex aposta no setor de tecnologia em segurança eletrônica no Brasil

Belo Horizonte - O diretor-presidente da Veotex, empresa que atua na área de tecnologia em segurança eletrônica, Cláudio Gaspari, diz que o setor tem no Brasil um grande potencial de crescimento.

E isto, segundo ele, não está relacionado ao aumento da violência, mas por dois fatores. O primeiro é que o país ainda é muito atrasado nesse setor. O segundo está relacionado à melhoria da qualidade de vida no Brasil.

“Roubo em residência sempre houve, o que aumentou foi a violência nas ruas”, afirma. Segundo ele, com a melhoria do nível de vida, as pessoas passaram a se preocupar mais com seu patrimônio.

Em entrevista ao Portugal Digital, ele diz que a Veotex, empresa do Grupo Andrade Gutierrez, vem registrando um crescimento de 15 % ao ano e espera ampliar esse percentual, considerando, por exemplo, que atualmente apenas 10% das residências no Brasil possuem equipamentos como alarmes eletrônicos.

A empresa atua hoje nos mercados de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza, sendo a meta para 2010 atingir os estados da região Sul e, em 2011, os do Centro-oeste.

Segundo Cláudio Gaspari, a crise econômica provocou atraso nos negócios da Videotex no primeiro semestre. Porém, a previsão é de recuperação agora neste semestre, acompanhando o retorno do crescimento da economia.

Com isto ele diz que a empresa deverá encerrar 2009 com um faturamento entre R$ 16 e R$ 20 milhões, o que corresponderá a um crescimento de 35 a 50% em relação a 2008. Para 2010, a meta é avançar 50%.

Hoje, com 100 clientes, pessoas jurídicas, a empresa mantém 100 mil empregos diretos e um milhão de indiretos, afirma Cláudio Gaspari. Sua atuação consiste em oferecer aos clientes um sistema de prestação de serviços, correspondente à instalação do equipamento e à manutenção de assistência técnica.

Pioneira em monitoramento de imagens via celular

A empresa desenvolveu uma solução de vídeo-alarme chamada VIU (Veotex Image Unit), que consiste em um módulo que pode ser acoplado a qualquer câmera analógica e que é capaz de digitalizar e compactar imagens e transmiti-las via rede celular.

Criada pelo engenheiro mineiro Roberto Fernandino, um dos sócios da Veotex, o VIU é uma caixinha menor que um aparelho de DVD convencional capaz de compactar as imagens captadas pelas câmeras numa escala de 1.180 para um.

Com pequena quantidade de bits, as imagens podem ser transmitidas por meio de um chip de celular GPRS ou 3G - de qualquer operadora - instalado no equipamento. Na dimensão em que são compactadas as imagens, é possível gravar cinco dias inteiros de imagens num DVD convencional.

O VIU foi inicialmente desenvolvido para a aplicação de vídeo alarme, ou seja, além de transmitir vídeo em tempo real, ele também possui todas as características de um sistema de alarme convencional, como gerenciamento de sensores dos mais variados tipos.

Sensores infravermelhos de presença, sensores sísmicos, de quebra de vidros, hídricos, entre muitos outros. Também pode comandar a distância qualquer dispositivo elétrico de chaveamento por meio de contato seco, que pode interagir com o ambiente, e um software de gestão que trata todas as ocorrências criando um banco de dados aliado com um banco de imagens.

Hoje, o sistema é usado por empresas de ramos variados, como segurança, redes de varejos, transportadoras e até prefeituras, para monitorar vias públicas. “A tecnologia, além de permitir ação remota, tem tempo menor de instalação e custo menor, por não precisar de infraestrutura” explica Cláudio Gaspari.

Em março deste ano, a Veotex lançou um novo módulo do VIU, uma versão com desempenho superior ao modelo antigo desenvolvido pela empresa.

O novo VIU tem capacidade para transmitir até 16 câmeras, um complemento dos modelos de quatro e oito câmeras que continuarão sendo comercializados pela Veotex. “Se com quatro saídas o resultado já era muito satisfatório, com esse novo aparelho haverá maior versatilidade de monitoramento e visualização mais apurada”, explica Cláudio Gaspari.

A empresa investiu cerca de R$ 1,2 milhão para aprimorar o sistema, desenvolvido em 2005, e já consumiu cerca de R$ 3 milhões em investimentos desde a sua criação. O VIU permite programar ações remotas de acordo com especificações de cada consumidor. Outra característica das duas versões está na possibilidade de gravar as imagens em um HD de 80 GB, o que corresponde quase 20 dias diretos de gravação.

(Portal Portugal Digital/ DF – 06.10)