Segue impasse para funcionamento de câmeras de vigilância
Pode ser definido ainda nesta semana o impasse entre a Prefeitura e a AES Sul sobre a instalação das 38 câmeras de vigilância do Sistema Integrado de Monitoramento (SIM) em São Leopoldo. A AES Sul pretende apresentar para a Prefeitura nos próximos dias – segundo o assessor da AES Sul, Sérgio Stock, não há data e horário definidos – a posição da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre o aluguel dos postes que a AES Sul quer cobrar da Prefeitura. A decisão vem três meses após o prazo inicial definido pela Secretaria Municipal de Segurança Pública (Semusp) para a inauguração das câmeras.
A AES Sul teria enviado consulta para a Aneel em agosto, segundo o secretário municipal de Segurança Pública, Carlos Sant’Ana. "Estamos aguardando a resposta da AES Sul sobre a decisão’’, disse o secretário. A AES Sul alega que a cobrança do aluguel para o uso dos postes de energia elétrica é autorizada pela Lei Geral de Concessões.
O valor estipulado pelo aluguel estaria em R$ 10,20 por poste incluso nos trechos por onde passarão os cabos de fibra óptica que alimentarão os novos equipamentos. Segundo cálculos da Semusp, a despesa total seria de R$ 8.772,00 por mês ou R$ 105.264,00 ao ano, além da despesa com a energia utilizada. A administração municipal, porém, não é contra o valor cobrado pela energia, que seria em torno de 15 reais ao mês por câmera. "Não estamos discutindo o pagamento da luz e sim do cabeamento, por causa do benefício que os equipamentos trarão para a segurança’’, esclarece o secretário de Comunicação do Município, Ibanês Mariano.
Mariano explica que as câmeras estão sendo instaladas, mas não entraram em funcionamento ainda por conta da pendência. Há a possibilidade de ser utilizado o sistema via rádio, o mesmo das demais 27 câmeras em funcionamento, porém a Prefeitura prefere ter dois sistemas diferentes por questão de segurança. Segundo Mariano, a administração municipal aguarda o posicionamento da AES Sul para saber se deverá optar pelo outro sistema. Contudo, teria que comprar equipamentos e isso atrasaria ainda mais a implantação das câmeras. "A cidade quer a instalação desse serviço e esperamos que a AES Sul faça a sua parte’’, enfatiza.
O investimento total no SIM, incluindo câmeras e implementação do sistema, ultrapassa os R$ 2 milhões. A maior parte do montante (98%) vem do governo federal, por meio do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).
(Jornal Diário de Canoas/RS – 05.10)