CCJ aprova câmeras em lan houses
As chamadas lan houses poderão passar
a contar com câmeras de vigilância, sobretudo nos
locais de acesso aos computadores, assim que for aprovada pelos
deputados matéria que tramita na Assembleia Legislativa.
O projeto de lei já recebeu parecer favorável na
Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ), mas ainda deve passar pelas demais comissões permanentes
antes de ir a plenário. Além disso, os estabelecimentos
terão que contar com o cadastro dos usuários, devendo
ser mantidos pelo prazo de dois anos. No cadastro deve ser informado
tipo e número de documento de identidade apresentado; endereço;
telefone; equipamento usado, assim como os horários do
inicio e do término da utilização e o Protocolo
Internet (IP) do equipamento usado (um conjunto de números
que representa o local de um determinado equipamento, normalmente
computadores, em uma rede privada ou pública). O autor,
deputado Ney Leprevost (PP), disse que os estabelecimentos podem
funcionar como uma forma de inclusão digital, mas deve
ser monitorado e fiscalizado pelas autoridades competentes. “A
obrigatoriedade de identificação de cada terminal
de computador através do registro do IP poderá ajudar
na identificação da máquina que tenha sido
utilizada para prática de atividade ilegal, enquanto que
o acesso público sem identificação do usuário
dificulta a identificação dos autores dos chamados
cibercrimes”, defendeu. Na avaliação dele,
o projeto de lei também serviria de ferramenta para a proteção
de menores de idade, que às vezes optam pelas lans houses
para acessar sites impróprios. “Sabe-se que os estabelecimentos
em questão são normalmente frequentados por crianças
e adolescentes. Ao inibir a prática de delitos, a medida
em questão resguardará a segurança e a saúde
dos menores, afastando os delinquentes desses estabelecimentos
e, por conseguinte, de sua convivência”, reafirmou.
Conforme o projeto, os dados do cadastro deverão ser armazenados
por meio eletrônico, ficando proibida a divulgação,
exceto mediante expressa autorização do cliente,
pedido formal de seu representante legal ou ordem judicial. Para
o deputado Caito Quintana (PMDB), um dos integrantes da CCJ, a
matéria representa um avanço de controle da utilização
da internet, pois coloca instrumentos de identificação
dos usuários nestes locais, “podendo ser utilizados
no combate aos denominados crimes cibernéticos”,
destacou. Na opinião do líder do governo, Luiz Cláudio
Romanelli (PMDB) a proposta deve ser discutida de forma mais detalhada
antes de ser votada em plenário, inclusive com a participação
de membros da Ordem dos Advogados do Paraná (OAB/PR), que
conta com uma Comissão Especial para acompanhamento de
assuntos ligados à internet. Já o deputado Reni
Pereira (PSB) afirmou que tem algumas dúvidas quanto à
constitucionalidade do projeto, “parece que estamos entrando
em competência municipal”. Por isso, o deputado se
absteve do processo de votação, enquanto o deputado
Artagão Junior (PMDB) votou contra, mas não posicionou
o motivo no momento da apreciação da medida legal.
(Portal Bem Paraná/PR)